João Baptista começou a sua pregação sob o imperador Tibério no ano 27-28 depois de Cristo, convidando as pessoas a preparar-se para acolher Jesus. Não se limitou, todavia, a dizer às pessoas para fazerem penitência, para se converterem, mas a reconhecerem Jesus como o verdadeiro enviado de Deus. Humilde e sem tirar de modo nenhum o espaço a Jesus que ele preanuncia, João Baptista acaba por cumprir a sua missão, resistindo contra os potentes e morrendo degolado pela defesa dos mandamentos de Deus. Morreu por Cristo – disse o Papa - perguntando-se donde lhe vinha essa rectidão e coerência na preparação da vinda de Jesus. E respondeu:

“Da relação com Deus, da oração, que foi o fio condutor de toda a sua existência”.

Com efeito, ele foi um dom de Deus para os seus pais, Zacarias e Isabel, que já era idosa e estéril. Mas nada é impossível a Deus! E tanto o anuncio da gravidez, como o nascimento de João estão envoltos num clima de oração, em cânticos de louvor – frisou Bento XVI - recordando que o Benedictus que cantamos nas laudes matutinas exaltam a acção de Deus na história e indicam profeticamente a missão de João Baptista, que não é contudo, apenas um homem de oração. É também um guia na relação com Deus. Uma exemplo também para nós hoje – acrescentou o Papa:

“Celebrar o martírio de São João Baptista recorda também a nós cristão deste nosso tempo que não se pode descer a compromissos com o amor de Cristo, a sua Palavra, com a Verdade. A verdade é verdade, não há compromissos. A vida cristã exige, por assim dizer, o “martírio” da fidelidade quotidiana do Evangelho, a coragem de deixar que Cristo cresça em nós e seja Ele a orientar o nosso pensamento e as nossas acções”.

Mas isto só pode acontecer se for sólida a nossa relação com Deus, prosseguiu ainda o Papa recordando que a oração não é tempo perdido, antes pelo contrário. Só se formos capazes de ter uma vida de oração fiel, constante e confiante, será o próprio Deus a dar-nos a força de viver felizes e serenos, ultrapassando as dificuldades. Que São João Baptista interceda por nós a fim de sabermos conservar sempre a primazia de Deus na nossa vida – concluiu Bento XVI.

 

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/Articolo.asp?c=616731