Uma Paróquia em missão

Em 1962, um grupo de alunos do Seminário Maior do Porto guiou nos Bairros da Pasteleira e Rainha D. Leonor a comunidade cristã existente, começando a dar os primeiros na criação da Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda. Tudo começou com a celebração da primeira Eucaristia no recreio da escola primária que servia a população, onde as crianças também receberam a primeira catequese.
Fruto desta experiência a população demonstrou vontade de ter consigo um pároco residente, deslocando-se ao passo episcopal para o solicitar, nas pessoas de Cacilda Dara, Branca Macedo, Dr. Jorge Cunha e António Leites.

Com a abertura do Seminário Menor na Foz do Douro, o Pe António de Brito Peres começou a acompanhar a comunidade cristã da Pasteleira, fazendo a ligação desta com o Seminário, durante vários anos.
Só em 1964 ocorreu a nomeação de um padre para o Bairro. O Prelado da Diocese do Porto encarregou o Pe António Teixeira Coelho de organizar, nos Bairros da Pasteleira e Rainha D. Leonor, a comunidade cristã, passando este a residir no Bairro da Pasteleira.
No ano pastoral de 1964/1965 é fundado o Coro Infantil e iniciam-se as actividades de catequese.
A Primeira Comunhão Solene foi celebrada em 1965. Durante a cerimónia as crianças deslocaram-se em procissão desde a Capela do Sr. e Sr.ª da Ajuda até à Igreja de Lordelo, acompanhadas do respectivo andor.
No Verão de 1965, iniciou-se a organização de colónias de férias para crianças e jovens, tendo a primeira ocorrido em Arouca.
O início do Curso de Formação para Adolescentes no ano pastoral de 1965 trouxe uma grande dinâmica à paróquia. Nesse mesmo ano inicia-se a construção da Capela Paroquial que veio a ser inaugurada em Junho de 1966, tendo merecido um destaque no Diário do Norte.
A Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda, enquanto entidade dotada de autonomia surge em 22 de Janeiro de 1967, por decreto de Dom Florentino de Andrade e Silva, Administrador Apostólico da Diocese do Porto. Nesse mesmo ano, surge a primeira edição da Folha Dominical, que até 1979 juntou documentos, atitudes, dificuldades, sonhos e realizações da paróquia, indispensável para compreender o caminho que esta comunidade foi traçando. A 28 de Janeiro de 1973 cessa o Estatuto de Paróquia Experimental.
Na Páscoa de 1967 surge o primeiro número do Jornal Encontro, cujo objectivo é e continua a ser um lugar de partilha da comunidade, das suas esperanças e de rotas, das suas tentativas de crescer e ser Igreja nesta zona do Porto: uma igreja atenta à vida dos homens.
A comunidade da Pasteleira cedo se revelou um vasto campo de trabalho pastoral. A urgência de um colaborador directo com quem o pároco pudesse dividir tarefas, levou à passagem pela paróquia de vários seminaristas em estágio vocacional (Asuil Dinis Carneiro, José da Silva Alves Coelho, José Lopes Baptista). Um destes seminaristas – José Lopes Baptista – mais tarde, agora na qualidade de sacerdote, regressa à paróquia, em Fevereiro de 1975, ficando como seu responsável pastoral, em Outubro desse mesmo ano.
Para além disso, sentia-se também a necessidade de novos espaços físicos. O espaço reservado à comunidade começou a ser pequeno, originando o pedido para a construção de um pavilhão para actividades paroquiais, que se viu inaugurado a 30 de Junho de 1984, pelo Bispo Auxiliar do Porto Dom João Miranda.
Durante 32 anos, a Comunidade procurou novos caminhos, instituiu o Conselho Paroquial de Pastoral, realizou a ampliação da Igreja Pastoral e reestruturou o serviço social. Com esta maturidade inicia-se um tempo de missão, onde surgem várias equipas (p.e. Baptismo ou Matrimónio) e se criam novos serviços para a comunidade. Exemplo disso, é a colocação da primeira pedra para a construção do Centro Social, em 1990, concluído em 1991 e pronto para acolher jovens e crianças.